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Calendário das Pragas

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Dicas sobre sazonalidade para a prevenção de pragas urbanas

Por Lucy Figueiredo

Pragas urbanas são insetos e/ou animais, portanto, ocorrem o ano inteiro. Contudo, algumas caracteristicas comportamentais destes animais associadas às condições climáticas fazem com que elas causem maiores problemas de infestação e incômodo em certas épocas do ano, ou seja, por sazonalidade.

Isto ocorre em relação aos insetos, por exemplo, que são temperaturas-dependentes, ou seja, seu desenvolvimento é comamdado pela temperatura ambiente.

Assim, seu ciclo de vida de ovo até adulto é mais longo em baixas temperaturas, pela queda de metabolismo e mais curto em temperaturas elevadas.

Em consequencia, no verão temos mais insetos, em função de um maior número de geração. Para se ter idéia, um foco de mosquito a céu aberto e exposto ao sol pode resultar em um ciclo de vida, da fase de ovo até a formação do mosquito adulto alado, de 06 dias.

A média, em geral, a 27° C é de 10/12 dias. Daí, entende-se a grande quantidade de mosquitos e outros insetos no verão.

Cupins são insetos que são muito influenciados por umidade. Reproduzem-se no período de agosto a outubro, quando realizam grandes enxameagens para o acasalamento.

Roedores são mamíferos e não sofrem esta influência climática. Proliferam o ano todo, independente da temperatura. No entanto, a disponibilidade de alimento regula o crescimento populacional. Por isso, locais de saneamento precário têm uma alta infestação de roedores.

Com relação ao controle, o momento adequado de execução das medidas de redução de infestação deve ser aquele em que as pragas estejam em menor densidade e causem monos problemas sanitários.
Assim como em situação de doenças, como exemplo hipertenção, o tratamento deve ser de controle contínuo e deve atender às fases críticas.

Por falhas de estratégica, sejam técnicas ou administrativas, com frequência o controle se dá na fase crítica. O controle do mosquito da dengue no verão, de forma emergencial, é um erro estratégico grave.

O adequado seria termos um controle ao longo de todo ano, com menos esforços, menos custo e sem ocorrência de epidemias. Da mesma forma, o controle de roedores deveria ocorrer também de forma permanente, ou minimamante, nos périodos de pré ocorrência de chuvas/ enchentes/leptospirose.

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